Já reparou nas silvas mas, será que as conhece verdadeiramente?

A silva brava ou silva-gravanceira, como também é conhecida, é uma espécie da família botânica das Rosaceae, cujo nome científico é Rubus ulmifolius Schott. Nativa da Europa e regiões temperadas da Ásia e África do Norte, a silva é um arbusto lenhoso e perene que cresce nas orlas de bosques, sebes, margens de caminhos e terrenos incultos e abandonados. Forma caules jovens, compridos e arqueados (turiões), munidos de acúleos falciformes e retos, cobertos de substância cerosa esbranquiçada (pruína). As folhas são compostas, com três a cinco folíolos que partem do mesmo ponto, também pruinosas. As flores, agrupadas em inflorescências piramidais, são hermafroditas com pétalas de cor rosada escura a quase branca. Os frutos, as deliciosas amoras silvestres, são do tipo drupa, carnudos e com pequeno caroço, coerentes, vermelhos, tornando-se pretos quando maduros.


A silva é popularmente utilizada para diversos fins desde há longo tempo.

Particularmente interessantes são os seus usos medicinais e alimentares onde se empregam as folhas antes da floração, os botões florais e os frutos.


As folhas secas e os botões florais são preparados em infusões aplicadas por via oral e externa para tratamento de diabetes, diarreia, rouquidão, gengivas inflamadas, aftas e alívio de úlceras cutâneas.


As amoras são empregues na indústria, como corante natural, no fabrico de licores, sumos, doces, na preparação de pastilhas elásticas, chás e produtos de higiene bucal.


A amora contém vitaminas A, B e C. Devido ao seu elevado teor de ferro é utilizada para prevenir e controlar a anemia e também é muito eficaz no combate à osteoporose devido à presença de cálcio. Contêm grandes quantidades de antocianinas, que são poderosos antioxidantes que ajudam a reverter os danos celulares causados pelos radicais livres, e são úteis na prevenção de doenças cardíacas, do foro cancerígeno e vascular.


Estudos recentes descobriram que a amora, devido ao seu alto teor em flavonoides, entre outras propriedades, tem ação digestiva e antiespasmódica, tonificante, antissética, tranquilizante e analgésica, sobretudo a nível local e das mucosas do aparelho digestivo.

Ana Cláudia Martins e Ana Maria Carvalho (Instituto Politécnico de Bragança) - 2013-02-10 17:04:44