A aspirina é um dos medicamentos mais populares no mundo, feita à base de ácido acetilsalicílico, com propriedades anti-inflamatórias, antipiréticas e analgésicas.

A sua descoberta ocorreu no séc. V a.c., quando Hipócrates observou que a casca de salgueiro (Salix alba; S. purpúrea; S. fragilis) possuía propriedades que aliviavam as dores e diminuíam a febre.

Em 1829, Henri Leroux, um farmacêutico francês, isolou da casca do salgueiro o princípio ativo, a salicina ou ácido salicílico na sua forma cristalina. Em 1870, era utilizado como antissético. Em 1899, Felix Hoffman, um jovem químico que trabalhava na empresa Bayer, na Alemanha, associou o ácido salicílico ao acetato, formulando o ácido acetilsalicílico, que resultou ser menos tóxico, diminuiu os efeitos secundários e melhorou o sabor.

Esta foi a primeira vez na história da farmacologia que um medicamento foi sintetizado em laboratório à imagem dos compostos existentes nas plantas, mas sem ser necessária a sua recolha na natureza.