Os medronhos são os frutos do medronheiro (Arbutus unedo L.), uma árvore ou arbusto de pequenas dimensões que, em média, não ultrapassa os 5 m, mas pode atingir os 8-10 m. A sua distribuição geográfica é muito acentuada no sul da Europa e, em Portugal, ela ocorre em quase todo o país, especialmente no Algarve, nas serras do Caldeirão e de Monchique. É valorizada pelo seu interesse ornamental, apresentando umas folhas verdes perenes e devido ao facto das suas flores brancas e dos seus frutos vermelhos aparecem simultaneamente na árvore, dando um colorido especial ao Outono, época em que floresce. O seu valor económico incide sobretudo na produção de aguardentes, licores e compotas de medronho. Os medronhos nascem amarelos, vão-se tornando vermelhos e apanham-se nos meses de Novembro e Dezembro, quando estão bem maduros. Quando o medronho termina o seu amadurecimento, entra em processo de maceração e fermentação das sementes, elevando o seu teor alcoólico (muitas vezes este processo inicia-se no tronco e nas folhas). Se consumidos em excesso, podem ter efeitos de embriaguez e dor de cabeça. A sua composição química, constituída por açúcares, pectina, taninos, antocianinas e ácido ascórbico, confere-lhe também excelentes propriedades antioxidantes e diuréticas.