Com o crescente aumento da população mundial, a procura de alimentos aumenta sem precedentes, assim como os desastres naturais, as más práticas agrícolas e o desenvolvimento das zonas citadinas provocam cada vez mais o desaparecimento de recursos fitogenéticos (espécies vegetais), a um ritmo alarmante.

Por estas e outras razões, procura-se encontrar formas de preservar e conservar esses recursos para garantir o bem-estar e o futuro da humanidade, recorrendo por isso a Bancos de Germoplasma.

Estes bancos estão por todo o mundo, sendo infra-estruturas científicas onde através de diferentes técnicas de armazenamento e conservação se mantêm várias espécies vegetais que podem ser usadas no futuro, caso seja necessário.

Diferentes técnicas são usadas dependendo do tipo e das características da espécie de planta a conservar, podendo-se recorrer, por exemplo, a bancos de sementes de grande qualidade que são armazenadas em câmaras frigoríficas com temperatura controlada.

Pode-se também recorrer à conservação in vitro, estando dividida em coleções ativas conservadas em meio de cultura de crescimento lento, para uma conservação de médio a curto prazo, e em coleções base de conservação longa, onde se recorre a técnicas de criopreservação em azoto líquido.

As coleções de campo destinam-se a espécies às quais não é possível fazer a conservação das suas sementes porque perdem a viabilidade, não sendo possível também a sua conservação in vitro.

Em Portugal, existe o Banco Português de Germoplasma Vegetal, em Braga e, mais recentemente, o Banco de Germoplasma para espécies animais na antiga estação Zootécnica Nacional, no Vale de Santarém.