A cultura in vitro de plantas é uma técnica biotecnológica que permite a obtenção de muitos clones de uma mesma planta através de técnicas de repicagem, baseando-se na capacidade de totipotência das células vegetais, ou seja, na capacidade de uma célula indiferenciada formar células especializadas, tecidos e mesmo órgãos, (folhas, caules, etc.).

Um dos aspetos mais importantes desta técnica é o meio de cultura onde se coloca a planta, pois a sua escolha depende da espécie, ou mesmo da variedade da planta, e do tipo de tecido ou órgão que lá é colocado (folhas, meristemas, sementes, nódulos). É constituído por macro e micronutrientes, vitaminas, uma fonte de açúcar, ágar (para dar consistência ao meio) e fitorreguladores.

Os fitorreguladores são hormonas vegetais, compostos inorgânicos que ocorrem naturalmente nas plantas e afetam todos os seus processos biológicos, sendo usados na cultura in vitro, principalmente para promover o crescimento rápido das plantas e a sua multiplicação; os mais usais são as auxinas e citocininas.

As condições de esterilização dos materiais a usar, do meio de cultura e da câmara onde vão ser manipuladas as plantas são extremamente importantes para obter culturas sem infeções, sendo também necessário o controlo da luz, temperatura e humidade aquando do crescimento das plantas.

A cultura in vitro tem sido largamente usada na agro-indústria e em micropropagação florestal de flores e plantas ornamentais de elevado valor comercial, sendo usada para produzir plantas livres de vírus, como método de conservação de plantas e também para produção de compostos, como vitaminas, aromatizantes, entre outros.