Em 1992, foram descobertos na cintura de Kuiper outros objectos, nomeadamente o asteróide Ceres e outro objecto celeste chamado Éris, que orbitam em torno do Sol. Estes objectos são também chamados objectos transneptunianos, por se localizarem para além da órbita de Neptuno. Na altura, e durante mais de uma década, à medida que outros corpos celestes foram descobertos no sistema solar, os cientistas debateram a questão do que deve ou não ser considerado planeta.

A 24 de Agosto de 2006, a União Astronómica Internacional aprovou uma nova definição de planeta, onde, de forma simplificada, se estabeleceu, que um planeta: está em órbita em torno do Sol, não deve ser um satélite, tem massa suficiente para que a sua gravidade o mantenha redondo e deve ter uma dimensão suficientemente grande para que domine gravitacionalmente a sua órbita. Ora existem, na vizinhança da órbita de Plutão, vários outros corpos celestes de tipos, dimensões e massas semelhante aos seus. Plutão passou, pois, a não cumprir o último requisito, sendo reclassificado como planeta anão, uma nova categoria de corpos do sistema solar onde se incluem até ao momento Ceres, Haumea, Makemake e Éris.