O número mais famoso!!

O número pi é o resultado da divisão do comprimento de um círculo, o perímetro, pela largura maior do círculo, o seu diâmetro. Tal valor é independente do tamanho do círculo considerado, grande ou pequeno. O valor de pi é constante e está presente em todas as áreas da matemática e da física mesmo naquelas que não têm a menor relação com o círculo.

Pi é um número irracional, o que significa que não pode ser representado por uma fração de dois números inteiros. Como pi é um número irracional, nunca poderemos saber o seu valor exato. A sua representação por meio de um número decimal é infinita e não tem nenhum padrão que se consiga prever. O seu valor com 35 casas decimais foi conhecido no século XVI e é igual a

3,14159265358979323846264338327950288.

O número pi exerce um fascínio muito grande nos matemáticos. O cálculo de melhores aproximações para o seu valor continua a bom ritmo nos dias de hoje e conquistou um ritmo ainda mais entusiástico com a evolução dos computadores modernos. Em 2002, pi foi calculado com umas extraordinárias 1 241 100 000 000 casas decimais. Se escrevêssemos essa aproximação, teríamos um comprimento suficiente para dar 62 voltas ao mundo. Impressionante, não?

Mas de que adianta conhecer tantas casas decimais de pi? Na verdade, para a maioria dos cálculos 9 ou 10 casas são suficientes. Mas os longíssimos cálculos não são feitos só por prazer ou ‘’esquisitice’’ dos matemáticos. Eles são úteis para testar os limites dos computadores.

Para quem tiver interesse em aprender poesia, o seguinte poema de Michael Keith (uma variação do poema O Corvo de E. Allan Poe), dá, no número de letras de cada palavra sucessiva, os primeiros dígitos de pi. Experimente!

Poe, E. Near a Raven Midnights so dreary, tired and weary. Silently pondering volumes extolling all by-now obsolete lore. During my rather long nap - the weirdest tap! An ominous vibrating sound disturbing my chamber's antedoor. "This", I whispered quietly, "I ignore".

Figura 1: Símbolo de pi.

M. Fátima Pacheco, Ana I. Pereira, Florbela Fernandes (Instituto Politécnico de Bragança) - 2013-05-08 12:35:55