Na fissão ou cisão de um átomo, o núcleo de um elemento químico pesado desintegra-se de forma espontânea ou provocada dando origem a duas ou mais partículas.

Na fusão nuclear, átomos de elementos leves como o Hidrogénio fundem-se dando origem a elementos mais pesados, no caso o elemento químico Hélio.

E como se manifesta esta energia?

Na fissão, através da energia cinética das novas partículas e dos fragmentos, que aquecem a matéria à sua volta, e através da emissão de neutrões e de radiação gama, luz não visível.

Na fusão nuclear ocorre uma reacção que é exotérmica, liberta energia.

A fusão nuclear é também o processo que ocorre no Sol e nas restantes estrelas e que se está a tentar reproduzir na Terra como fonte alternativa de energia limpa., existindo por enquanto apenas à escala laboratorial no reator internacional experimental de fusão nuclear (ITER, no sul de França).

Nos reatores de fissão, que utilizam como combustível um isótopo do Urânio, ou na fusão nuclear, que podem utilizar isótopos do Hidrogénio, a energia térmica gerada é utilizada para aquecer água, produzindo vapor, que por sua vez move turbinas, que através de um gerador produzem desta forma eletricidade. Das “chaminés” destes reatores é emitido apenas vapor de água e estão normalmente situados próximos de rios ou do mar, pela necessidade de refrigeração. Na fissão nuclear são gerados sub-produtos radioativos, que são armazenados em recipientes ou locais adequados. Na fusão nuclear é emitido Hélio, gás inerte, e como tal considerado um processo mais limpo, mas existindo neste momento apenas à escala laboratorial.