A resposta certa, mas nada intuitiva, é que vale a pena trocar, duplicando as possibilidades de acertar no carro se se trocar a porta escolhida inicialmente.

Há três portas - A, B e C e, se o leitor escolher, por exemplo, a porta A, a probabilidade de ter acertado é de 1/3 e a probabilidade de ter errado a escolha e de o carro estar nas portas B ou C é 2/3.

Assim, o apresentador abrirá uma dessas outras duas portas que contém um prémio sem valor, por exemplo a B e, ao fazer isso, está a dar informação importante: se o carro estava numa das portas não escolhidas (B ou C), então agora ele só pode estar na porta não escolhida e que não foi aberta, ou seja, a porta C. O apresentador dá, sem querer, a resposta ao dilema.

Sempre que o concorrente tiver escolhido uma porta errada, mudar posteriormente a sua escolha é a opção mais vantajosa. Como a probabilidade de ter errado a escolha inicial é de 2/3, se trocar de porta a probabilidade de acertar será de 2/3 (sendo a probabilidade de ganhar sem trocar a escolha de 1/3.

Este problema é bem mais difícil do que parece e tornou-se famoso nos EUA como o problema de Monty Hall, a partir do nome do apresentador do concurso de televisão em que foi proposto.