Alguns microrganismos são usados na produção de alimentos. A cerveja, o vinho, o iogurte, os queijos e o pão são alguns exemplos. A maior parte dos processos que relacionam os microrganismos à produção de alimentos estão associados a fermentações – essencialmente a fermentação alcoólica e a fermentação láctica.

O produto de leite fermentado mais comum é o iogurte.

Uma recente variante do iogurte convencional, por vezes chamado bio-iogurte, tem vindo a adquirir popularidade. A principal bactéria fermentativa não é a Lactobacillus bulgaricus, mas sim a Bifidobacterium, que confere ao iogurte um sabor mais suave e que se crê ser especialmente boa para a saúde.

O “Bifidus activo” é um exemplo de Bifidobacterium, uma bactéria que existe naturalmente no intestino delgado e que funciona como um importante agente regulador da flora intestinal, contribuindo para o bom funcionamento daquele órgão. Assim, os iogurtes que contêm “Bifidus activo” na sua composição reforçam a eficácia deste agente regulador presente no intestino, promovendo uma eficiente absorção de nutrientes, como os hidratos de carbono, proteínas e lípidos, e facilitam a eliminação de toxinas formadas no intestino.

De acordo com Postgate (2002), a ideia que apoia a eficácia dos “bio-iogurtes” é a de que se as bifidobactérias são muito abundantes nos intestinos saudáveis, caso consigam sobreviver à sua passagem pelo estômago, irão afastar algumas bactérias perigosas que possam existir no revestimento do intestino humano.