Pensa-se que a espécie mais comum de escorpião em Portugal é o Buthus ibericus, vulgarmente designado por escorpião-ibérico ou lacrau e facilmente confundido com o Buthus occitanus, o escorpião-comum, do qual resultou alguma controvérsia quanto às espécies presentes no nosso país.

O lacrau é um animal de hábitos crepusculares e noturnos, pertencendo ao grupo dos aracnídeos, tal como as aranhas e os ácaros. Alimenta-se, essencialmente, de insetos e de aranhas, mas também de pequenos roedores e répteis. Pode ser encontrado de norte a sul de Portugal, vulgarmente em zonas áridas com rochas expostas ao sol.

A picada do escorpião-ibérico, embora muito dolorosa, de uma forma geral não causa a morte num indivíduo saudável, no entanto, em crianças, idosos, pessoas debilitadas ou em casos de alergia ao veneno, pode ser fatal. Apesar de comummente a sua picada não ser letal, quando acontece é importante dirigir-se ao hospital o mais rapidamente possível.

O escorpião utiliza o seu veneno para capturar presas, imobilizando-as, ou para sua defesa, pelo que o Homem só é picado por um escorpião caso este se sinta ameaçado. As picadas mais frequentes ocorrem nas mãos e nos pés. Contudo, o facto de ser uma espécie com hábitos essencialmente noturnos, as picadas em humanos são extremamente raras em Portugal.

Curiosamente, o veneno do escorpião é utilizado para fins medicinais.