Apesar de haver provas da sua existência desde o século IV a.C., foi com o dentista americano Dr. Washington Sheffield que a pasta dos dentes revolucionou a higiene oral, não só pela sua efetividade mas, também, porque a acondicionou nos tradicionais tubos de plástico que ainda hoje usamos e que, por isso, chegou a partes da população que até aí não tinham acesso a este tipo de produto.

Um dos principais componentes da pasta é o flúor, que se incorpora no esmalte dos dentes, prevenindo o aparecimento de cáries. Contém também abrasivos, microcristais de sílica hidratada ou mica com o objetivo de polir a superfície dos dentes, tirando manchas e impurezas.

São usados também espessantes para conferir à pasta dos dentes a sua textura em gel, detergentes para criar a espuma aquando da escovagem e umectantes que funcionam como estabilizadores e evitam que a pasta perca água e seque.

Os preservantes, como o benzoato de sódio, fazem parte da formulação para evitar a proliferação de microrganismos. Já os emulsificantes agregam todos os componentes para dar uniformidade à pasta. O sabor é obtido através de adoçantes e de agentes de sabor, tendo algumas marcas optado pelos sabores mais tradicionais, como a menta e o eucalipto.

Um dos grandes objetivos das pastas dos dentes é a prevenção do aparecimento das cáries dentárias, mas também a prevenção de doenças periodontais, a diminuição da sensibilidade dos dentes e a clarificação do esmalte. Existem hoje em dia no mercado várias marcas e tipos de pastas, de acordo com a sua formulação, condicionamento e público-alvo. Estão também direcionadas para problemas específicos, como a hipersensibilidade dentária, antitártaro, antiplaca bacteriana e com suplemento de flúor.

As pastas dos dentes não foram formuladas para ingestão, pelo que se deve deitar fora e lavar bem a mucosa bucal depois da escovagem.