A teoria do envelhecimento por radicais livres postula que as células vão envelhecendo por acumulação de radicais livres ao longo dos anos. Esta teoria, que teve início nos anos 50, tem sofrido várias alterações, mas a premissa inicial continua a ser aceite. O oxigénio é um elemento muito reativo da tabela periódica e costuma ocorrer naturalmente ligado a outro átomo de oxigénio, formando o dioxigénio (O2). O dioxigénio que respiramos a toda a hora não é muito reativo, mas pode sofrer processos dentro das nossas células, separando-o em dois átomos de oxigénio. Este oxigénio, por ser muito reativo, pois “sequestra” eletrões às moléculas que o rodeiam, torna-as em radicais livres, que, por sua vez, através de reações consecutivas, vão causando danos em vários locais da célula, nomeadamente no DNA, nas células das membranas lipídicas e nas proteínas. O acumular dessas lesões ao longo de vários anos promove o envelhecimento.

Obviamente que o nosso organismo está preparado para lidar com estas lesões e tem uma “bateria” de defesas que atua contra estes radicais livres, evitando-as em situações normais.