Abaixo da superfície terrestre encontram-se formações geológicas ou aquíferos nos quais estão armazenadas grandes quantidades de água. Estes aquíferos podem ser de vários tipos, tendo como base uma rocha porosa e permeável que permite a retenção de água e a cedência da mesma a nascentes naturais e rios, sendo esta água, na grande maioria dos casos, própria para consumo humano.

Estas águas subterrâneas, dependendo da sua composição química ou propriedades físico-químicas distintas das águas comuns, são denominadas águas termais, que emergem à superfície através de fontes termais.

Uma das propriedades é a sua temperatura, que pode variar entre <25oC, denominadas fontes frias, até >38 oC, designando-se por fontes hipertermais, podendo este aquecimento estar relacionado com processos de vulcanismo ou mesmo devido ao gradiente geotérmico, variando de local para local e pelo tipo de rocha que está presente no subsolo.

Outra propriedade é a sua composição química, em que a água é classificada dependendo da concentração em minerais, substâncias radioativas, compostos alcalinos, sulfúricos, nítricos, ferrosos e cloretos. A composição química influencia posteriormente o tipo de gases presentes nas águas, sendo por isso também uma característica importante para a sua classificação. A concentração de microrganismos é outra característica muito importante.

Todas estas propriedades conferem às águas termais ações terapêuticas distintas, que conjugadas com várias técnicas, são aconselhadas para tratamento de algumas doenças cutâneas, reumáticas, digestivas e endócrinas, mas também relacionadas com as vias respiratórias, aparelho circulatório e urinário.

Em Portugal, as termas das Caldas-da-Rainha, Chaves e Monfortinho são apenas alguns dos muitos exemplos de fontes termais onde as suas águas são usadas desde há muitos anos para ações terapêuticas.