As doenças relacionadas com a pele estão a crescer a um ritmo assustador, muitas vezes devido à incompreensão das pessoas para os perigos de uma exposição prolongada ao sol. No entanto, o sol é necessário para algumas funções biológicas vitais, como por exemplo, a fixação da vitamina D.

Para isso, surgiram os protetores solares, sendo já usados pelos gregos na Antiga Grécia. Somente no século XX é que foram desenvolvidos os protetores que hoje usamos, sendo eles constituídos por moléculas que absorvem os raios ultravioleta B (que provocam queimaduras solares) e materiais opacos que os emitem com menor energia, evitando assim os efeitos nefastos dos mesmos.

O fator UV de um protetor solar é medido através do fator de proteção solar (FPS), que indica a efetividade do mesmo; quanto maior o fator UV, maior a capacidade de proteção desse filtro contra os raios ultravioleta.

Esta medida de efetividade é feita calculando e relacionando o tempo que uma pessoa sofre uma queimadura solar sem e com protetor, significando isto que quanto mais depressa sofrer queimadura sem protetor, mais alto deve ser o nível de fator UV. Os dermatologistas aconselham para todas as pessoas um FPS 15.

A proteção do filtro UV depende de vários fatores, que vão desde o tipo de pele, à quantidade absorvida pela mesma e à frequência com que é aplicado o protetor. A quantidade de protetor a aplicar é de ± 2 mg/cm2 de área corporal, sendo que estudos indicam que a renovação do protetor deveria ser feita a cada 15 - 30 minutos.

A loção de bronzeamento é muitas vezes usada por aqueles que querem obter um bronzeado mais rápido, não colocando qualquer protetor solar, no entanto, correm sérios riscos pois estas loções são desenhadas para atrair os raios UV e não para os emitir, podendo levar a graves queimaduras solares. É de notar que os protetores não protegem contra os UV tipo A que mesmo não provocando queimaduras solares atuam na mesma a nível molecular, podendo levar a doenças mais graves.