O ouro é famoso por praticamente não ser reativo, tornando-se numa ótima forma de guardar as nossas riquezas ao longo do tempo. Na verdade, a probabilidade de o ouro se combinar com outros elementos ou sofrer qualquer tipo de alteração é praticamente nula.

Porém, existem algumas exceções, como por exemplo uma solução descoberta no século XIII composta por ácido clorídrico e ácido nítrico (aqua regia), e que tem a capacidade de degradar completamente o ouro.

Bom, já sabemos que é possível destruir ouro. Mas será possível produzi-lo de forma artificial? À primeira análise, a nossa resposta seria NÃO, pois este foi durante muitos anos o objetivo nunca conseguido da Alquimia.

Mas, atualmente, graças aos aceleradores de partículas mais modernos, já é possível “fabricar” ouro. No acelerador de partículas GSI em Darmstadt, na Alemanha, é possível produzir ouro a partir de outros elementos a uma velocidade de 2 milhões de novos átomos por segundo.

Parece um número muito elevado, mas temos de considerar que os átomos são incrivelmente pequenos. São tão infimamente pequenos, que se o acelerador de partículas GSI fosse deixado a trabalhar em contínuo com a taxa de produção indicada, demoraria 50 MILHÕES DE ANOS A PRODUZIR UM GRAMA DE OURO!

Assim sendo, existe a possibilidade tecnológica de fabricar ouro, mas as quantidades possíveis de produzir numa determinada unidade de tempo são pura e simplesmente inúteis para a nossa sociedade. Temos de continuar a contar com a natureza para nos fornecer este precioso, raro e quase indestrutível material que tanto apreciamos para as mais diversas aplicações.