Os espelhos são muitas vezes associados à cor prateada, talvez porque contenham substâncias com essa coloração, como por exemplo o alumínio. Poder-se-ia também dizer que os espelhos são da mesma cor que aquilo que refletem: se forem, por exemplo, colocados no interior de um compartimento com paredes azuis, então a sua cor será o azul.

Na verdade, um objeto é precisamente da cor da irradiação que não absorve; por exemplo, a casca de uma laranja absorverá todas as radiações exceto a correspondente à cor laranja.

À partida, um espelho deveria refletir todas as radiações/cores que nele incidem, e então o espelho deveria ser branco. Mas um espelho não reflete a irradiação da mesma forma que os pigmentos; um espelho reflete a radiação incidente numa única direção, ou seja refleção especular em vez de difusa.

Porém, isto seria verdade apenas para um espelho perfeito e, no nosso mundo, não há espelhos perfeitos. Cada espelho absorve uma pequena gama de luz, que nem sequer é percetível. Mas quando olhamos para o espetro de luz emitido por um espelho, verifica-se que este reflete melhor a luz na zona dos 510 nm, ou seja na zona que nós percebemos como cor verde. Ou seja, um espelho é muito, muito levemente, VERDE.

Isto pode-se perceber facilmente quando olhamos para um túnel de espelhos, ou seja quando dois espelhos são colocados frente a frente e se refletem um ao outro repetidamente. Em cada reflexão há uma pequena perda da luz visível, mas a cor verde é a menos perdida de todas e torna-se facilmente visivelmente nas reflexões mais afastadas.