Nos ecossistemas dulçaquícolas (lagos, pântanos, rios) do planeta Terra existe uma grande diversidade (mais de 126 000) de espécies de animais (moluscos, crustáceos, insetos, vermes, anfíbios, répteis, mamíferos e peixes. Quase metade das espécies de peixes nativos que vivem nos rios e lagos estão de algum modo ameaçados. A distribuição e abundância de espécies nativas nos diferentes ecossistemas está intimamente relacionada com os requisitos ecológicos das espécies e com o estado de conservação dos ecossistemas aquáticos. São vários os impactes, na sua maioria de natureza antrópica, que estão na origem da degradação de muitos sistemas dulçaquícolas e consequente redução/extinção de espécies autóctones, entre os quais se destacam a poluição tópica e difusa, a regularização, a extração de inertes, o corte da galeria ripícola, os repovoamentos, a sobrepesca e a introdução de espécies exóticas.

Hoje em dia, a Diretiva-Quadro da Água (DQA) obriga todos os países membros da Comunidade Europeia a atingir não só o bom estado químico mas também ecológico dos ecossistemas aquáticos, só possível através da requalificação dos sistemas degradados, da correta gestão ambiental de albufeiras, da monitorização ecológica e fiscalização apropriada. No entanto, é fundamental a formação, divulgação e sensibilização das populações, em particular os jovens, de modo a garantir no futuro a preservação dos recursos naturais.