Segundo um inquérito elaborado pelo Clube Português do Pâncreas, mais de 50 % dos portugueses desconhece a função do pâncreas.

O pâncreas é uma glândula do sistema digestivo e endócrino. Trata-se de uma glândula mista pois desempenha funções de glândula exócrina e de glândula endócrina. Funciona como glândula exócrina porque produz e segrega o suco pancreático diretamente para o intestino delgado durante o processo de digestão. Este suco contém enzimas digestivas essenciais para completar o processo de digestão.

O pâncreas funciona também como glândula endócrina pois produz hormonas importantes como a insulina e o glucagon, entre outras, que são incorporadas diretamente na corrente sanguínea. A insulina aumenta a permeabilidade da membrana celular para que as células possam absorver a glicose. O glucagon faz precisamente o contrário. Quando há défice de glicose no sangue, faz com que as membranas das células do fígado – um dos principais locais onde se encontram armazenadas as reservas em hidratos de carbono - sejam permeáveis à glicose, para que esta saia da célula para a corrente sanguínea com o objetivo de repor os níveis normais de glicose no sangue.

A pancreatite é um processo inflamatório do pâncreas, agudo ou crónico, e apresenta variadas causas que, em algumas ocasiões, são difíceis de determinar. O consumo de álcool em excesso está relacionado à maioria dos casos de pancreatite. Outras causas menos comuns são o uso de determinados medicamentos, infeções virais e traumatismos.

Os sintomas agudos mais comuns são: dor abdominal intensa, náuseas e vómitos, dificuldade em eliminar fezes e urina e também icterícia. Na forma crónica, para além destes sintomas podem igualmente ocorrer diarreia com eliminação de gordura e sinais e sintomas de hiperglicemia.