Osteoporose…. Um problema de saúde pública

A osteoporose é uma doença sem sintomas. Caracteriza-se pela diminuição da massa óssea, que ocorre de forma gradual, elevando o risco de ocorrência de fratura. Durante a progressão da doença, os ossos tornam-se progressivamente mais frágeis, perdendo a sua resistência, sem que os indivíduos afetados o percebam. No entanto, e numa fase avançada da doença, a diminuição de massa óssea conjugada com algum choque casual poderá resultar numa fratura óssea, diminuindo a qualidade de vida do paciente.


As fraturas mais frequentes ocorrem na coluna lombar (vértebras dorsais e lombares), no osso do antebraço (extremidade distal do rádio) e ao nível da anca (extremidade proximal do fémur). Atinge sobretudo as mulheres pós-menopáusicas e as pessoas idosas de ambos os géneros. Segundo dados do Ministério da Saúde, a osteoporose causa anualmente, em Portugal, 40 mil fraturas, das quais 8.500 são ao nível da anca. Tem níveis de morbilidade e mortalidade consideráveis, sendo por isso um problema grave de saúde pública.


A osteoporose pode considerar-se de dois tipos: primária e secundária. A osteoporose primária ocorre como consequência do aumento da idade do indivíduo, surgindo com o aparecimento da menopausa. A osteoporose secundária resulta de um descontrolo hormonal, relacionado muitas vezes com a utilização indevida de fármacos.


A osteoporose atinge essencialmente o género feminino de etnia caucasiana e pacientes com idade avançada, sendo estes os principais fatores de risco não modificáveis. Existem, no entanto, outros fatores de risco potencialmente modificáveis, que incluem o baixo índice de massa corporal do paciente, comportamentos de risco associados ao consumo de tabaco e bebidas alcoólicas, estilo de vida sedentária, utilização de determinados fármacos, dietas alimentares com défice na ingestão de cálcio e de vitamina D.


Devem ser consideradas todas as medidas de prevenção em relação aos riscos da osteoporose. A prática adequada de exercício físico e uma dieta alimentar equilibrada e saudável levam, normalmente, à fortificação dos ossos. De um modo geral, a prevenção da osteoporose é feita através da contradição dos fatores de risco. Existem, no entanto, diversas opções clínicas para o seu tratamento. O diagnóstico precoce desta doença faz-se através de uma osteodensitometria de dupla energia radiológica (DEXA), que permite identificar as categorias e avaliar o risco de fratura. Esta técnica é uma das mais utilizadas, devido à sua elevada precisão e simplicidade, sendo indolor para o paciente. Podem, contudo, ser utilizadas outras técnicas e avaliações laboratoriais, de forma a facilitar o diagnóstico e a abordagem terapêutica correta.

Jairson Dinis, Luísa Barreira, Elza Fonseca, Ana Pereira (Instituto Politécnico de Bragança) - 2012-07-20 14:49:30