Diabetes Mellitus

A diabetes é uma doença que resulta de uma deficiência de produção de insulina pelo pâncreas, ou pela resistência das células à insulina produzida, tendo como consequência o aumento do nível de açúcar no sangue. A hiperglicemia pode provocar sintomas agudos e complicações crónicas. Esta doença interfere nos metabolismos da glicose, das gorduras e das proteínas, podendo assim provocar graves consequências no indivíduo.


A classificação da diabetes, referida pela Direção Geral da Saúde em 2011, estabelece a existência de quatro tipos clínicos: diabetes tipo 1; diabetes tipo 2; diabetes gestacional e outros tipos específicos de diabetes resultantes de processos patológicos.


A diabetes tipo 1 resulta da destruição das células ß dos ilhéus de Langerhans do pâncreas. Nestes casos, a insulinoterapia é indispensável para assegurar a sobrevivência. Na maioria das situações, a destruição das células ocorre devido a um mecanismo auto-imune mas, nem sempre se consegue comprovar a existência do processo imunológico, passando nestes casos a denominar-se por diabetes tipo 1 idiopática.


A diabetes tipo 1 corresponde entre 5 a 10% de todos os casos de diabetes e é, em regra, mais comum na infância e adolescência.


A diabetes tipo 2 é a forma mais frequente de diabetes. Ocorre quando existem mecanismos de resistência à ação de insulina, como por exemplo a obesidade, principalmente abdominal, a hipertensão arterial e a dislipidemia. É clinicamente silenciosa na maioria dos casos e é diagnosticada frequentemente em exames de rotina ou no decurso de uma hospitalização por outra causa. Corresponde a cerca de 90% de todos os casos de diabetes.


A diabetes gestacional corresponde a qualquer grau de anomalia do metabolismo da glicose documentado, pela primeira vez, durante a gravidez.


Os outros tipos específicos de diabetes correspondem a situações em que a diabetes é consequência de processos patológicos, como doenças do pâncreas ou diabetes induzida por químicos ou fármacos.


Os principais sintomas da diabetes são a sede excessiva (polidipsia), a vontade de urinar várias vezes (poliúria), o aumento do apetite (polifagia), a visão turva e a perda de peso.


Os efeitos a longo prazo da diabetes mellitus incluem o desenvolvimento de retinopatia diabética com potencial cegueira, nefropatia que pode conduzir a uma insuficiência renal, e/ou neuropatia com risco de ulcerações nos pés, amputações e sinais de disfunção autonómica, incluindo a disfunção sexual. As pessoas que sofrem de diabetes têm um risco aumentado de doença cardiovascular, vascular periférica e cerebrovascular.


O tratamento desta doença baseia-se, essencialmente, na realização de um plano alimentar adequado, na prática de exercício físico e no respeito pelo plano terapêutico prescrito.


Existem aproximadamente 250 milhões de diabéticos no mundo e é provável que esse número quase duplique em 2030 mas, este flagelo de saúde pública pode ser controlado. A prevenção é possível para a maioria dos casos.

Soraia Carvalho, Adília Fernandes (Instituto Politécnico de Bragança) - 2013-10-17 12:25:15