Robótica em linhas de produção

O primeiro robô industrial foi instalado nos anos 60. Desde então, o uso de robôs em ambientes industriais tem aumentado exponencialmente, sendo que, atualmente, cerca de 90% dos robôs encontram-se em linhas de produção.
Onde é que os robôs podem trazer vantagens reais?


Os robôs podem realizar tarefas com mais precisão e de maior qualidade do que os humanos e podem produzir mais num menor período de tempo, trabalhando a uma velocidade constante, sem pausas, dias de folga ou férias. Além disso, os robôs raramente cometem erros e são adequados para tarefas repetitivas. O uso de robôs também pode melhorar a segurança dos trabalhadores através da realização de tarefas perigosas ou em condições adversas, tais como falta de iluminação, ambientes tóxicos, espaços apertados e elevação de cargas pesadas. Em síntese, a utilização de robôs significa uma melhoria da taxa de produção, economia a longo prazo com retorno rápido do investimento e menor número de lesões dos trabalhadores.
Existirá então esperança que não nos tornemos supérfluos num mundo dominado por robôs, como projetado na ficção científica?


Na verdade, os robôs também possuem algumas limitações, por exemplo, não são adequados onde a criatividade ou inovação são necessárias, têm limitações na tomada de decisões complicadas e não conseguem adaptar-se a alterações do ambiente como os humanos: isto leva a uma projeção de que os seres humanos irão permanecer no controlo de robôs, e não o contrário!
Outro aspeto notável é que, ao contrário do pensamento comum, os robôs também criam empregos. Em 2011, a Federação Internacional de Robótica encomendou um estudo sobre como os robôs criam empregos. As conclusões são que, “Um milhão de robôs industriais atualmente em operação são diretamente responsáveis pela criação de cerca de três milhões de empregos …”. Além disso, a empresa de pesquisa de mercado Metra Martech escreveu: “Em termos mundiais, três a cinco milhões de empregos não existiriam se a área da automação e robótica não fosse desenvolvida para permitir a produção de milhões de produtos eletrónicos, desde telefones até PlayStations.“
De facto, além da produção de robôs, existem pelo menos três tipos de aplicações onde a robótica cria ou conserva postos de trabalho: em tarefas que só podem ser realizados por robôs, como a fabricação de alta precisão, na operação em condições adversas e em países onde o elevado custo de mão de obra é ameaçado por países com menores custos.


Em conclusão, podemos dizer que os robôs em linhas de produção não competem com os humanos, mas ajudam a melhorar as condições de trabalho, com a criação de novos empregos, libertando as pessoas de atividades aborrecidas e repetitivas.

IMAGES FROM FLICKR (CREATIVE COMMONS LICENSE, CC BY-NC): https://secure.flickr.com/photos/fatedsnowfox/6621687279/

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Lorenzo Stroppa e Paulo Leitão (Instituto Politécnico de Bragança) - 2012-09-25 17:13:02