O vidro é, de facto, feito de areia. A areia é constituída principalmente por sílica (SiO2) que é extraída do quartzo. Usam-se outros componentes químicos como o carbonato de cálcio (CaCO3), sulfato de sódio (Na2SO4) ou carbonato de sódio (Na2CO3).

Todos estes componentes são colocados em fornos, a elevadas temperaturas, rondando os 1530 °C. Seguidamente é adicionado casco de vidro, resultante da recolha seletiva (proveniente dos ecopontos e ecocentros), fundindo-se até formar uma mistura homogénea. É neste passo que se colocam novos componentes químicos e metálicos para dar cor ao vidro. Aqui o vidro apresenta uma viscosidade semelhante à do mel.

N próximo passo molda-se o vidro nas diversas formas e, para tal, é provocado um arrefecimento gradual da massa. Esta passa por diversas máquinas de transformação que a moldam e a deixam num estado vítreo.

Estas peças são novamente aquecidas, a uma temperatura mais baixa, para aumentar a dureza e consequente resistência, chamado este processo de têmpera. Destes formatos resultam garrafas, frascos, vidro laminado, vidro prensado, vidro para óculos, numa vasta gama de formas diferentes. Hoje em dia, ainda se fazem peças utilizando técnicas artesanais, recorrendo ao sopro.