Desde há mais de um século que o Homem procurou formas de armazenar e reproduzir músicas com o objetivo de comercializar ou ouvir em momentos variados. A música começou por ser gravada de forma analógica, em cassetes ou em discos. A evolução da tecnologia permitiu que a gravação fosse feita de forma digital, mais imune ao ruído e, consequentemente, com a possibilidade de maior qualidade de som.

O armazenamento digital de música requer ficheiros muito grandes, de forma a manter a alta fidelidade que tipicamente se pretende. A dimensão dos ficheiros é tal que dificulta descarregar músicas da Internet, bem como de as transportar em leitores portáteis. Por este motivo, o Moving Pictures Expert Group (MPEG) desenvolveu normas para a compressão de música e de vídeo, denominando-as com a sigla MPEG. MPEG-1, por exemplo, teve como requisitos comprimir o vídeo 26 vezes e o áudio 6 vezes, procurando manter a qualidade. MPEG-2 é uma extensão à norma anterior, vocacionada para armazenar vídeo e áudio com a qualidade do DVD (Digital Video Disk).

Em aplicações exclusivamente áudio, a técnica de compressão incide apenas sobre esta componente, eliminando o vídeo. Neste caso, os ficheiros designam-se por MP3 (MPEG I/II Audio Layer 3).